martes, noviembre 14, 2017

CLUB DE POESÍA. TÓPICOS: A MORTE

Aquí tedes a nova escolma de poemas neste caso en relación coa temática da morte. Agardamos os vosos terroríficos comentarios. 



A Morte Devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Martha Medeiros




De forte ollar, amiga,
de frio que non se
quenta,
Amiga, que eres de
todos
e por ninguén
esquencida.
Soia co teu silencio
na forza do teu poder,
un por un de cada ser
levas do fin ó comenzo,
descansar a túa fonte
.........................................
E logo d'ali cansiños,
amiga, dinos pra onde?
Deixa, amiga, ós nosos
pes,
frios polo teu ver,
algo do noso sentir,
do són que tí fas fuxir
amiga, por aquíl
nacer....

María Mariño Carou


                                           Muy cerca de mi ocaso, yo te bendigo, vida, 
porque nunca me diste ni esperanza fallida, 
ni trabajos injustos, ni pena inmerecida; 

porque veo al final de mi rudo camino 
que yo fui el arquitecto de mi propio destino; 

que si extraje las mieles o la hiel de las cosas, 
fue porque en ellas puse hiel o mieles sabrosas: 
cuando planté rosales, coseché siempre rosas. 

...Cierto, a mis lozanías va a seguir el invierno: 
¡mas tú no me dijiste que mayo fuese eterno! 

Hallé sin duda largas las noches de mis penas; 
mas no me prometiste tan sólo noches buenas; 
y en cambio tuve algunas santamente serenas... 

Amé, fui amado, el sol acarició mi faz. 
¡Vida, nada me debes! ¡Vida, estamos en paz!

Amado Nervo

E outros autores como Mario Benedetti (Cómo será el mundo cuando no pueda yo mirarlo), Alfonsina Storni (Las cosas que mueren jamás resucitan), José Ángel Valente (Picasso-Guernica-Picasso: 1973), Juan Ramón Jiménez (El viaje definitivo), Gloria Fuertes (Aunque no nos muriéramos al morirnos), Rubén Darío (Lo fatal), Ángel González (Muerte en el olvido), Miguel Hernández (Umbrío por la pena, casi bruno) ou Edgar Allan Poe (Annabel Lee).

1 comentario:

Anónimo dijo...

Gustoume especialmente o poema de Mario Benedetti.